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Código Civil. Prescrição - Significado

 

prescrição
Ampulheta - Foto: Estoque PowerPoint

O que é prescrição?

Prescrição é a perda da possibilidade de reclamar, através de ação oportuna, o cumprimento de um direito, sob a proteção jurídica; portanto, ocorrendo a prescrição, o indivíduo não pode mais reivindicar um direito, por meio da ação pertinente, pela via cabível.

Normalmente, é a judicial, a via mais usada pelo cidadão comum; ou seja, ingresso de ação perante o Poder Judiciário.

Nesse sentido, para o Código Civil, no artigo 189: "Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206"

Assim, a ordem legal é no sentido de que, quando um direito é violado, nasce uma pretensão; ou seja, o direito de ingressar com uma ação, para assegurar o direito violado; no entanto, esse direito está vinculado ao prazo, também, determinado no Código Civil.

A Importância dos Prazos no Direito: Garantia de Segurança e Eficiência

Os prazos no Direito desempenham um papel essencial na organização e eficácia do sistema jurídico. 

Eles não apenas regulam o tempo para a propositura de ações, mas também asseguram a previsibilidade e a segurança jurídica, evitando que litígios se prolonguem indefinidamente.

Cada área do Direito possui prazos específicos, delimitados por legislações próprias. 

No Direito Civil, os prazos prescricionais estão definidos nos artigos 205 e 206 do Código Civil, regulando o tempo hábil para reivindicações jurídicas, o que evita incertezas prolongadas e favorece a estabilidade das relações sociais.

A existência de prazos processuais também é fundamental para a celeridade da Justiça, garantindo que os tribunais possam resolver os casos de maneira eficiente. 

Sem prazos bem estabelecidos, o sistema jurídico enfrentaria um cenário de indefinição, prejudicando a confiabilidade das decisões e a garantia dos direitos individuais.

São os prazos:

Artigo 205: "A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor".

Artigo 206: Prescreve:

§ 1º Em um ano:

I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos;

II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo:

a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador; 

b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;

III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários;

IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo;

V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.

§ 2º Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.

§ 3º Em três anos:

I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;

II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;

III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela;

IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;

V - a pretensão de reparação civil;

VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;

VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o prazo: 

a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima; 

b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela deva tomar conhecimento; 

c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral posterior à violação;

VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as disposições de lei especial;

IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

§ 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

§ 5º Em cinco anos:

I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

Considerações Finais

Os prazos jurídicos devem ser vistos de forma positiva, pois representam um mecanismo essencial para a efetividade da Justiça. 

Eles permitem que direitos sejam exercidos de maneira organizada e dentro de um período adequado, promovendo segurança jurídica e impedindo a perpetuação de litígios. 

Dessa forma, respeitar e compreender os prazos legais não é apenas uma necessidade técnica, mas um fator essencial para o bom funcionamento do ordenamento jurídico e a proteção dos direitos de todos os cidadãos.

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